Montadora

De forma gradual, montadoras retomam produção de veículos

Funcionários trabalham seguindo novos protocolos de segurança contra o coronavírus

pós semanas de paralisação por causa da pandemia de coronavírus, as montadoras deram início à retomada da produção de veículos. Na segunda semana de maio, Fiat, GM e Volkswagen deram início ao retorno. A Ford reabriu as unidades em Camaçari e Taubaté em 1º de junho.

O retorno está sendo gradual. Após amargar queda recorde de 99% na produção em abril, o pior desde a instalação da indústria automotiva no Brasil, as montadoras retomam as atividades para não repetir o cenário desolador do mês passado, quando foram produzidos apenas 1,8 mil carros.

Na fábrica da GM em São Caetano do Sul, o reinício foi apenas para o primeiro turno. Segundo a companhia, foi desenvolvido um “rígido protocolo de segurança com o objetivo de manter o novo coronavírus fora das instalações, prevenir a propagação do vírus dentro da empresa e gerenciar de forma efetiva casos suspeitos ou confirmados”.

“Antes mesmo de pararmos nossa produção, uma equipe multifuncional começou a trabalhar neste novo protocolo de segurança. Ele é baseado nas orientações globais da GM e em aprendizados que tivemos das nossas operações que já retomaram na China e na Coreia do Sul, e foi testado pelas equipes que estão nas fábricas consertando respiradores”, afirmou Luiz Peres, vice-presidente de manufatura da GM América do Sul, em comunicado.

As medidas protetivas incluem formulário de autodeclaração de saúde, medição de temperatura nas entradas da empresa, distanciamento social com adaptações até mesmo nos refeitórios e no transporte, higienização mais frequente, uso de máscaras de proteção facial, reforço da higiene pessoal e monitoramento de casos suspeitos com protocolos de emergência e descontaminação.

As duas novas atividades iniciadas no complexo de São Caetano do Sul durante a paralisação, de conserto de respiradores e de produção de máscaras de proteção, serão mantidas. O foco na retomada será a produção do Novo Tracker, SUV lançado no início do período de quarentena.

A Fiat retomou a produção de automóveis nas suas unidades de Betim e Goiana no último dia 11 de maio, após 48 dias de interrupção. Segundo a empresa, a prioridade na primeira etapa da retomada é o treinamento de todos os empregados para as mudanças no layout das fábricas e dos processos de produção que consideram novos padrões de segurança.

As estações de trabalho possuem distanciamento mínimo de um metro, com barreiras de separação como cortinas e placas de acrílico. Nos ônibus de transporte, os assentos duplos só podem ser ocupados por uma pessoa. Nos banheiros e vestiários, pias, cabines e mictórios foram interditados para garantir o distanciamento entre as pessoas. Até mesmo os bebedouros tiveram que ser substituídos por modelos com torneira.

“Não poupamos esforços e recursos para proporcionar um ambiente seguro e ao mesmo tempo acolhedor para os colegas que estão liderando este momento fundamental da retomada”, afirmou o presidente da FCA para América Latina, Antônio Filosa, em comunicado. “As nossas pessoas são o patrimônio mais valioso que temos na FCA, portanto, seguiremos absolutamente vigilantes para garantir que a produção seja restabelecida dentro das melhores e mais rigorosas condições de segurança e saúde possíveis”.

A Volkswagen reabriu sua fábrica em São José dos Pinhais, no Paraná, tendo a saúde e a segurança dos empregados como “prioridade absoluta”. As fábricas de São Bernardo do Campo, Taubaté e São Carlos, em São Paulo, retomaram as operações no final desse mês de maio.

A retomada é gradual, começando pela linha de produção do SUV T-Cross em dois turnos em ritmo mais lento, com respeito a novas medidas de higiene e segurança. Segundo a companhia, as unidades brasileiras estão seguindo experiências adotadas na China e na Alemanha, em conformidade com protocolos internacionais e determinações do governo.

“O retorno é um sinal importante para nós, para nossa rede de concessionárias, fornecedores e a economia em geral”, afirmou Pablo Di Si, presidente da montadora para a América Latina. “No contexto pandemia, porém, este é apenas o primeiro passo. É necessário um momento adiante para estimular a demanda do mercado interno e de países para os quais exportamos nossos veículos e, assim, adequar os volumes de produção diante da demanda”.

Retomaram gradualmente a produção:

  • BMW – 4 de maio;
  • CAOA CHERY / HYUNDAI – 1º de junho;
  • DAF – 4 de maio;
  • FIAT – Segunda semana de maio;
  • FORD – 1º de junho;
  • GM – Segunda semana de maio;
  • HONDA – Final de junho;
  • HYUNDAI – Final de junho;
  • IVECO – 22 de abril;
  • JAGUAR LAND ROVER – 27 de abril;
  • MERCEDES-BENZ – 11 de maio;
  • MITSUBISHI / SUZUKI – Final de maio;
  • NISSAN – 22 de junho;
  • PSA PEUGEOT CITROEN – 31 de maio;
  • RENAULT – 4 de maio;
  • SCANIA – 27 de abril;
  • TOYOTA – 24 de junho;
  • VOLKSWAGEN – Segunda semana de maio e primeira semana de junho;
  • VOLKSWAGEN CAMINHÕES E
    ÔNIBUS – 27 de abril;
  • VOLVO – Início de maio;