Resolução 735

Sinaceg participou de todas as negociações da Nova Regulamentação com órgãos federais

   Após longo trabalho, os Cegonheiros alcançaram um objetivo que há muito tempo buscavam junto às autoridades competentes.

   Finalmente a Resolução 735 do CONTRAN foi publicada, entre outras alterações, a principal foi a possibilidade do aumento de comprimento das cegonhas para 23 metros.

Entenda o trâmite:

   Há vários anos, o SINACEG protocolou o pedido de aumento no comprimento, justificou o pleito com argumentos e pareceres técnicos e econômicos.

   O pedido consistiu em comprovar que com o aumento das dimensões e pesos dos veículos novos, as CTV (combinação para o transporte de veículos) passaram,  ao carregar 11 veículos, a ter excesso de peso no eixo da tração e, para corrigir este problema, seria necessária a utilização de cavalos com 3 eixos, conhecidos como trucados.

   No entanto, a utilização do cavalo trucado, diminuiria o espaço útil das carretas, impedindo o carregamento de 11 veículos.

   Um estudo técnico de segurança, assinado pela empresa TRS Leraning, foi apresentado e comprovou que o aumento do comprimento não ocasionaria diminuição de segurança nas rodovias.

   No processo também foi apresentado um parecer econômico, assinado pelo professor Rodrigo Menon S. Moita, que comprovou que caso o pedido não fosse atendido e as cegonhas fossem obrigadas a transportar 10 veículos para evitar o excesso de peso, teríamos como consequência um aumento nos custos, já que ao invés de dividir os custos diretos e indiretos do transporte por 11 veículos, estes m divididos por 10 veículos, o que ocasionaria um aumento de 10% nos custos de transporte, com o consequente aumento de frete para os consumidores.

   Além das perdas econômicas, ocorreriam danos ambientais e também para o trânsito nas rodovias, já que transportando 10 veículos na carga, teríamos um aumento de 10% no número de caminhão nas rodovias, ou seja, mais caminhões, mais poluição, mais trânsito.

Após a apresentação destes argumentos, o nosso pedido foi para análise da CTAV – Câmara Temática de Assuntos Veiculares, do CONTRAN – Conselho Nacional de Transito.

Em outubro de 2015, a CTAV emitiu parecer negativo ao nosso pedido. Apresentamos recurso e argumentos técnicos e econômicos seguidos de uma defesa oral aos membros da câmara, obtivemos êxito e os membros da CTAV  votaram, por unanimidade, pela aprovação do nosso pedido, emitindo o parecer nº 037/2016.2018/CTAV/CONTRAN, processo nº 80000.123904/2016.17.

Após esta vitória, o processo seguiu para o Denatran, que poderia levá-lo para deliberação do CONTRAN. Todavia o então Diretor do Denatran optou por encaminhá-lo para a análise de um grupo de trabalho dentro do CONTRAN, formado por representantes do órgão, dos fabricantes de caminhões, implementos, veículos, DNIT, enfim, um grupo técnico para “reavaliar” nosso pedido.

Por meio de pedido endereçado ao Diretor do Denatran, solicitamos a inclusão do SINACEG neste grupo de trabalho.

Participamos de diversas reuniões nas quais defendíamos nossos argumentos, debatido, discutido em favor de um interesse justo da categoria.

Quando o assunto ficou “maduro”, foi encaminhado para deliberação do CONTRAN.

Novamente, solicitamos nossa participação com os ouvintes na reunião do Conselho:

O CONTRAN deliberou por unanimidade no sentido de  atender nosso pedido e emitiu a resolução n. 735, que foi publicada no dia 05 de junho de 2018.

O SINACEG orgulha-se de ser o protagonista desta conquista em favor de todos os Cegonheiros do Brasil.

Na matéria é possível verificar extratos (fotos) dos documentos que demonstram a participação do SINACEG e todas as fases deste processo vitorioso para a categoria.