Gente

Quase cinquenta anos de estrada

Artêrmio e Bete, 50 anos juntos

“Quarenta e oito anos de estrada parece muito tempo, mas quando a gente trabalha com amor e dedicação, o tempo voa”. Foram com essas palavras que o sr. Artêmio Salles resumiu seu tempo de estrada como motorista de cegonha por esse Brasil afora.

Natural da cidade de Itupeva, interior de São Paulo, sr. Artêmio, como é conhecido entre os colegas Cegonheiros, encara o trabalho com muita dedicação e grande respeito nas estradas. Prova disso são as raras multas que tomou até hoje e nunca ter se envolvido em acidentes.

Começando sua carreira como motorista de ônibus nos anos sessenta, Artêmio passou a ser motorista de cegonha em 1969, na Translor, atual Transzero, onde permanece até hoje.

A Transzero começou em 1963, com uma pequena frota de caminhões transportando veículos produzidos pela Volkswagen em São Bernardo do Campo para o Nordeste e, hoje, é uma das maiores transportadoras da América Latina.

O tempo de estrada só não é maior do que o de casamento com Bete Salles, com quem já está há 50 anos. Dona Bete é conhecida em Itupeva como protetora dos animais e o casal já tem 7 netos dos três filhos que tiveram: Alex, que seguiu a profissão do pai, e é cegonheiro, é pai do dos jovens Bruno e João Victor e do pequeno Daniel; Juliana, que atualmente mora na Alemanha, é professora e mãe do casal Mariana e Matheus; e

Tatiana, mãe dos pequenos Enzo e Arthur, formada em direito e jornalismo e atualmente exercendo seu segundo mandato como vereadora em Itupeva.

Itupeva fica no interior do estado de São Paulo e tem localização privilegiada. Integra uma macrorregião densamente povoada, industrializada, altamente desenvolvida e com renda “per capita” expressiva. A malha rodoviária e a proximidade de outros meios de transporte facilitam a logística de distribuição de produtos e os acessos aos pontos de entretenimento.

Artêmio vive na cidade com a esposa e, entre uma viagem e outra, gosta de receber os amigos e a família para um bom churrasco, onde suas histórias de viagens sempre são uma atração.

“Eles são meu apoio, minha vida e minha inspiração para continuar na estrada, pois tudo o que consegui até hoje, foi graças ao volante de uma cegonha. E não há nada mais gratificante do que poder usufruir com dignidade de tudo aquilo que se conquistou”, comentou o experiente motorista, se referindo à família, e completou: “Nas estradas obedeço à velocidade permitida, tenho um tremendo respeito com os carros pequenos, e fico feliz quando sou ultrapassado pelos automóveis e recebo um aceno de buzina”. E com essas palavras, que retratam a ótima pessoa e excelente profissional por trás do volante, o sr. Artêmio encerrou a entrevista, já pronto para a próxima viagem.