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Uso da biometria cresce no mundo

O uso da tecnologia biométrica vem se consolidando mundialmente nos últimos anos. Estudo realizado pela consultoria norte-americana Tractica revela que o reconhecimento e a autenticação de impressões digitais, íris e voz estão sendo implantados em vários países e em diferentes segmentos – desde sistemas de acesso da população pouco escolarizada a benefícios governamentais até o acesso restrito a áreas estratégicas dentro de uma empresa ou governo. A expectativa é que esse mercado atinja US$ 15,1 bilhões em 2025, com receita acumulada de US$ 69,8 bilhões em dez anos. Em 2016, era de apenas US$ 2,4 bilhões.

Ainda de acordo com o estudo, alguns usos serão especialmente beneficiados pela biometria na próxima década: finanças, dispositivos de consumo, saúde, governo, empresas, defesa, educação, aplicação da lei e organizações não-governamentais. As pessoas vão se familiarizar com autenticação biométrica nos caixas eletrônicos e, inclusive, nos dispositivos móveis, principalmente, nos smartphones. Também vão se acostumar a verificações de autenticidade em ambientes virtuais de sistemas governamentais, transações em pontos de venda, acesso a áreas restritas de distribuição de medicamentos e muito mais.

O Brasil ocupa um lugar de destaque no uso da biometria na América Latina. “O mercado brasileiro de caixas eletrônicos é o terceiro maior do mundo, ficando apenas atrás dos Estados Unidos e do Japão. Trata-se de um importante exemplo para os demais países do continente. Hoje, mais da metade dos terminais bancários brasileiros contam com sensores de leitura biométrica, mas ainda há muito que expandir, à medida em que a população está se familiarizando cada vez mais com os sensores biométricos em muitos outros setores. Também é admirável que (o Brasil) seja o primeiro país da América Latina a fazer o cadastramento biométrico nos cartórios eleitorais – o que demonstra seu pioneirismo e abertura para adotar essa importante ferramenta de gerenciamento de acesso e identidade”, analisa Reid – argumentando que o uso da tecnologia biométrica no Brasil ainda tem que expandir para muitos outros segmentos da economia.

Japonesa de autopeças investe R$ 221 milhões cresce no mundo

A empresa de autopeças japonesa Koito está em processo de instalação de uma fábrica para produzir faróis e lanternas na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo, na qual investirá R$ 221 milhões. A subsidiária terá o nome de NAL Brasil. A companhia tem mais de um século de atuação. A empresa escolheu Sorocaba depois de ser assessorada pela Investe São Paulo, agência de promoção do estado de São Paulo ligada ao governo. A planta terá 20m2, em um terreno dez vezes maior – de acordo com o desempenho da unidade, novos prédios poderão ser erguidos.

Produção industrial teve alta pelo 5º mês

Segundo Pesquisa Industrial Mensal do IBGE, a produção industrial brasileira teve alta pelo quinto mês consecutivo. Em nove desse ano, apenas dois apresentaram variação negativa na comparação com o mês anterior. Apesar da melhora, o país está longe de recuperar as perdas nos últimos três anos. Enquanto o PIB (Produto Interno Bruto) só sentiu os efeitos da crise  em 2015 e 2016, a indústria já vinha em queda desde 2014.

O nível da produção atual, de acordo com IBGE, está equivalente a 2008. Para efeito de comparação, a indústria teve quedas de 3%, 8,3%, 6,4% em 2014, 2015 e 2016, respectivamente. Nos nove primeiros meses deste ano, a alta é de 1,6%. A previsão é de alta de 2% neste ano.

Carro autônomo será realidade nos próximos dez anos

Steve Choi, responsável por projetos da Uber na área de carros autônomos, afirma que nos próximos dez anos nossas vidas serão impactadas com os carros autônomos tanto quanto os smartphones fizeram. Mas, diferentemente do imaginado pela ficção científica, eles não vão voar. Anteriormente Steve Choi atuou em iniciativas como o sistema de entregas desenvolvido pela Google X, subsidiária de projetos disruptivos da Alphabet (holding que controla a gigante de buscas na internet). “É interessante ver que a indústria está desenvolvendo diferentes plataformas de carros, com hidrogênio, eletricidade e até energia solar. Os carros autônomos podem ser de qualquer natureza, não importa qual tipo de fonte de energia eles usam” acrescentou Steve Choi, que esteve recentemente em São Paulo na conferência do Instituto Parar sobre o futuro da mobilidade.

Brasil cria 76,6 mil novas vagas de emprego

Impulsionado pelas vagas de fim do ano no comércio e na indústria, o Brasil criou 76,6 mil de empregos formais em outubro, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Record no ano, o resultado também é o melhor para o mês desde 2013, quando foram criados 94,9 mil empregos. De 2014 a 2016, houve mais demissões que contratações no mesmo período. Outubro foi o sétimo mês consecutivo em que os dados mostraram um saldo positivo na criação de empregos. Apesar disso, o resultado acumulado nos 12 meses está negativo. No período, foram cortados 294,3 mil postos de trabalho em todo país. Já no acumulado de janeiro a outubro, o saldo de empregos é de uma criação de 302,2 mil postos. Devido às contratações de fim de ano, o resultado de outubro foi garantido, principalmente, pelo comércio com a criação de 37,3 mil postos de trabalho, e pela indústria de transformação, com a geração de 33,2 mil empregos. O setor de serviços abriu 15,9 mil vagas.

Carros com mais tecnologia no Brasil

Se nos Estados Unidos a tecnologia de ponta chega sempre primeiro – até porque, na maioria das vezes, é desenvolvida lá , no Brasil demoramos a enxergá-la.

Mas alguns equipamentos tecnológicos já podem ser encontrados em automóveis fabricados no país.

Nos primeiros meses de 2017, a UOL publicou uma lista com 10 veículos que foram pioneiros em tecnologia no Brasil. São eles:

  1. Honda City, que chegou em 2009, possui uma série de funcionalidades tecnológicas, entre as quais se destaca o ar-condicionado digital.
  2. Fiat Palio, que trouxe, em sua segunda geração, o controle de cruzeiro, que até hoje não é fácil encontrar em um carro da categoria.
  3. Chevrolet Onix, que inovou no Brasil com o câmbio automático de seis marchas.
  4. Peugeot 208, cuja inovação no mercado brasileiro foi o ar-condicionado digital com duas zonas de ventilação.
  5. Ford Fiesta, que trouxe a transmissão automatizada Powershift, de dupla embreagem.
  6. Ford Ka, que apresentou aos brasileiros o controle eletrônico de estabilidade.
  7. Fiat Uno, que trouxe a tecnologia start-stop – desligamento e religamento automático do motor em paradas breves, economizando combustível.
  8. Volkswagen Fox, que trouxe a tendência de centrais multimídia integradas com os smartphones.
  9. Hyundai HB20, que gerou um grande impacto no Brasil com os faróis automáticos e com DRL e LED.
  10. Renault Kwid, lançado com muita expectativa em 2017, contém quatro airbags, sendo dois deles laterais, de cortina.

Sono ao volante é tão perigoso quanto o álcool

A sonolência ao volante já é a segunda maior causa de acidentes nas rodovias brasileiras, uma combinação que pode ser tão perigosa quanto beber e dirigir.

Quando o sono bate forte, não há remédio que resolva. Técnicas não faltam ao motorista teimoso: aumentar o som, abrir a janela, colocar a mão no teto ou parar para tomar um café.

Dados da Associação Brasileira do Sono (ABS) apontam que ele é o responsável por 30% das mortes e 20% dos acidentes em todas as vias do país. Segundo a Abramet, após 19 horas sem dormir há a diminuição de desempenho equivalente a quem bebeu seis copos de cerveja ou três de vinho. E quem dirige após dormir menos de sete horas tem o dobro de chances de sofrer um acidente.

Dirceu Alves Júnior, da Abramet – Associação de Medicina de Tráfego, explica que os movimentos e o barulho dentro do carro contribuem para que o motorista pegue no sono. “É como um bebê sendo embalado no colo da mãe”, diz o médico.

O mais grave, segundo ele, é que ninguém tem condições de avaliar seu próprio sono. “Não existe um estágio de sonolência que não ofereça perigo. Se sua vista começa a embaçar, está na hora de encostar o veículo. A maioria dos motoristas que dormem e se envolvem em acidentes nem sequer se lembra de ter fechado os olhos.”